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ONGs condenam aumento da retórica anti-imigrante antes da votação na Câmara Alta

Em 8 de julho de 2025, oito organizações não governamentais (ONGs) de direitos humanos, acompanhadas por outras 266, emitiram uma declaração conjunta condenando o aumento da retórica anti-imigrante por partidos políticos antes das eleições para a Câmara Alta do Japão em 20 de julho, alertando sobre seu potencial de alimentar a xenofobia e minar uma sociedade inclusiva. A declaração, liderada por grupos como a Rede de Solidariedade com Migrantes do Japão (Ijuren) e a Campanha Antipobreza, destacou slogans inflamatórios como "Japoneses Primeiro" e alegações infundadas de "tratamento preferencial para estrangeiros" como tendências alarmantes. Com a população estrangeira residente no Japão atingindo um recorde de 3.77 milhões em 2024, um aumento de 10.5% em relação ao ano anterior, a ascensão de partidos nacionalistas como o Sanseito e o Partido Conservador do Japão (CPJ) intensificou as preocupações entre os estrangeiros. A advogada Yasuko Morooka (諸岡康子, もろおかやすこ, モロオカヤスコ), uma das organizadoras, observou que os estrangeiros estão sendo usados como bodes expiatórios para questões econômicas como o aumento do preço do arroz, apesar de não haver evidências de privilégios especiais em saúde ou aposentadorias. As ONGs instaram os eleitores a rejeitarem a retórica discriminatória e apoiarem a coexistência, citando a ausência de uma lei básica no Japão que garanta os direitos dos residentes estrangeiros. A declaração ocorre após uma eleição para a assembleia de Tóquio em junho, na qual Sanseito conquistou três cadeiras, impulsionando o sentimento anti-imigrante. Enquanto o primeiro-ministro Shigeru Ishiba (石場茂, いしばしげる, イシバシゲル) governa um governo minoritário, o resultado da eleição pode moldar a política de imigração e a reputação global do Japão. O apelo das ONG surge num momento de tensões acrescidas, com publicações no X a reflectirem o alarme público sobre o discurso de ódio, alertando que a retórica desenfreada pode corroer o progresso do Japão em direcção à diversidade e à inclusão, especialmente porque a escassez de mão-de-obra impulsiona a imigração.  POMLwAAAABJRU5ErkJggg==Corpo do texto (mais de 5000 palavras): Aumento da retórica anti-imigração
A declaração conjunta de 8 ONGs, de 274 de julho, marca uma resposta crucial à crescente retórica anti-imigrante, à medida que o Japão se aproxima das eleições para a Câmara Alta, em 20 de julho de 2025. A declaração, organizada por grupos como o Ijuren e a Campanha Antipobreza, condenou slogans como "Japoneses em Primeiro Lugar" e alegações de que "estrangeiros recebem privilégios especiais" como infundados e perigosos. "Estrangeiros estão sendo transformados em bodes expiatórios", disse Yasuko Morooka em uma coletiva de imprensa em Tóquio, destacando como os partidos exploram o descontentamento econômico, como o aumento dos preços do arroz, para alimentar a xenofobia. POMLwAAAABJRU5ErkJggg==A população estrangeira residente no Japão atingiu 3.77 milhões em dezembro de 2024, um aumento de 10.5% em relação a 2023, segundo a Agência de Serviços de Imigração, impulsionada pela escassez de mão de obra em setores como assistência social e construção civil. No entanto, partidos como o Sanseito e o CPJ, liderados por Naoki Hyakuta, ganharam força com sua retórica nacionalista. A plataforma "Japonês Primeiro" do Sanseito, que conquistou três cadeiras na Assembleia Legislativa de Tóquio em junho, repercutiu entre os eleitores, citando preocupações com a "segurança pública", apesar de dados do Ministério da Justiça mostrarem uma taxa de criminalidade entre estrangeiros de 0.4% em 2017, em comparação com 0.2% para a população em geral.  POMLwAAAABJRU5ErkJggg== Sanseito e a crescente influência do CPJ
A Sanseito, fundada em 2020, e o CPJ, criado em 2023, capitalizaram as redes sociais para amplificar mensagens anti-imigrantes. Os vídeos de Sanseito no YouTube, que obtiveram visualizações significativas durante as eleições para a Câmara Alta de 2022, ajudaram-no a garantir um assento na Dieta. “Não estamos promovendo a xenofobia”, disse o líder do Sanseito, Sohei Kamiya (神谷宗平, かみやそうへい, カミヤソウヘイ), alegando que os eleitores sentem “desconforto” com as regras de imigração. O CPJ, liderado por Hyakuta, promoveu políticas de imigração mais rigorosas, com Hyakuta alegando que os estrangeiros “desrespeitam a cultura japonesa” e ignoram as regras. POMLwAAAABJRU5ErkJggg== POMLwAAAABJRU5ErkJggg== Katsuhiro Yoneshige, presidente da JX Press Corp, observou que 17% dos eleitores de Tóquio, em uma pesquisa realizada em junho de 2025, priorizaram "estrangeiros/turismo receptivo" como uma questão eleitoral fundamental, refletindo o crescente sentimento nacionalista. No entanto, Masaki Hata, professor de psicologia política, argumenta que a parcela de eleitores de Sanseito (3.33% em 2022, 3.43% em 2024) não cresceu significativamente, sugerindo um apelo limitado ao público em geral. POMLwAAAABJRU5ErkJggg== Contexto da imigração no Japão
A política de imigração do Japão mudou desde 2018, quando um projeto de lei permitiu a entrada de 250,000 trabalhadores estrangeiros não qualificados para suprir a escassez de mão de obra, impulsionada por uma população em declínio, com projeção de queda de 16 milhões até 2050. Apesar disso, o sentimento público permanece misto. Uma pesquisa de 2017 realizada por Kikuko Nagayoshi revelou que mais de 60% dos entrevistados temiam que os imigrantes aumentassem a criminalidade, embora estudos americanos e europeus não mostrem tal correlação. Uma pesquisa da Nikkei indicou que 70% dos japoneses veem os residentes estrangeiros como uma fonte positiva de diversidade cultural, mas as preocupações com os custos da previdência social persistem. fpue0H4BlHv8uvXbPfcAAAAASUVORK5CYII=  eP0L+XRoJYHQRd0AAAASUVORK5CYII=A ausência de uma lei que garanta os direitos dos residentes estrangeiros, incluindo o voto ou a assistência pública, alimenta a vulnerabilidade. "Os estrangeiros vivem com medo diariamente", disse Morooka, citando discursos de ódio em comícios de campanha. Protestos contra leis restritivas de imigração, como um projeto de lei de 2023 que permite a deportação de requerentes de asilo recorrentes, evidenciam as tensões atuais.  wD4JbheN4uPPQAAAABJRU5ErkJggg== POMLwAAAABJRU5ErkJggg==Cenário político e apostas eleitorais
A eleição para a Câmara Alta é crucial para o primeiro-ministro Ishiba, cuja coalizão Partido Liberal Democrático (PLD)-Komeito perdeu a maioria em 2024. A oposição, incluindo o Partido Democrático Constitucional (CDP) e o Nippon Ishin no Kai, tem a chance de desafiar o LDP, mas partidos nacionalistas como o Sanseito ameaçam fragmentar os votos. O Nippon Ishin, apesar de apoiar as reformas imigratórias de 2023, enfrenta dificuldades em Osaka, seu reduto.   O escândalo do fundo secreto do PLD levou alguns eleitores a se mudarem para Sanseito e CPJ, com pesquisas de boca de urna da Kyodo News mostrando que 2% dos apoiadores do PLD migraram para cada um deles. "Sanseito se tornou um lar para os desiludidos com o PLD", disse Yoneshige. O CDP e o Partido Comunista Japonês, que se opuseram ao projeto de lei de imigração de 2023, defendem a proteção dos requerentes de asilo.  POMLwAAAABJRU5ErkJggg== wD4JbheN4uPPQAAAABJRU5ErkJggg==Mídias sociais e discurso de ódio
As mídias sociais amplificaram a retórica anti-imigrante, com grupos ultranacionalistas mirando estrangeiros online e em cidades com campanhas em alto-falantes. A estratégia do Sanseito no YouTube atraiu eleitores jovens, com um criador de conteúdo do YouTube de Tóquio observando que seus vídeos superaram os concorrentes em 2022. A declaração da ONG pediu que os municípios seguissem o exemplo de Kawasaki e emitisse alertas contra discurso discriminatório durante as eleições. "Mentiras e discriminação não podem ser toleradas", declarou o grupo.  POMLwAAAABJRU5ErkJggg== Impactos Económicos e Sociais
O aumento dos preços do arroz e a inflação, com os preços básicos ao consumidor a atingirem 3% em Janeiro de 2025, alimentaram o descontentamento público, erroneamente atribuído aos estrangeiros. O governo do Japão prevê um crescimento económico de 1.2% para o ano fiscal de 2025, mas a escassez de mão-de-obra exige trabalhadores estrangeiros, sendo que a prestação de cuidados necessita de 377,000 trabalhadores adicionais até 2025. “Os estrangeiros são vitais para a nossa economia”, disse Hiroshi Tanaka (田中浩, たなかひろし,タナカヒロシ), um analista econômico.   fpue0H4BlHv8uvXbPfcAAAAASUVORK5CYII=Apelo à Ação das ONGs
As ONG apelaram aos eleitores para que rejeitassem candidatos xenófobos e apoiassem a coexistência. “O discurso de ódio fere os estrangeiros e arrisca o confronto étnico”, alertava o comunicado. O relatório de 2023 da Amnistia Internacional destacou as duras condições de detenção de imigrantes no Japão, levando alguns detidos a greves de fome. “O Japão precisa de uma abordagem baseada nos direitos humanos”, afirmou Hideaki Nakagawa (中川英明, なかがわひであき, ナカガワヒデアキ), Diretor da Amnistia no Japão. POMLwAAAABJRU5ErkJggg== U1vyAQfwEsmOfHP3AAAAAElFTkSuQmCCContexto histórico
O debate sobre imigração no Japão ecoa surtos nacionalistas do passado, como as tensões com a China em 2012 sobre as Ilhas Senkaku. A reforma imigratória de Shinzo Abe, de 2018, foi criticada por sua ambivalência, equilibrando necessidades econômicas com a resistência conservadora. Ao contrário dos movimentos de extrema direita europeus, os partidos nacionalistas japoneses têm sucesso eleitoral limitado, mas sua retórica repercute online.  fpue0H4BlHv8uvXbPfcAAAAASUVORK5CYII= eP0L+XRoJYHQRd0AAAASUVORK5CYII=Dinâmica Global e Regional
A postura imigratória do Japão contrasta com as tendências ocidentais anti-imigração. Um relatório da Foreign Policy de 2020 observou que o aumento da imigração no Japão encontrou pouca reação organizada, ao contrário da Europa. No entanto, a ascensão do Sanseito e do CPJ sugere uma mudança, com paralelos à retórica "América em Primeiro Lugar" de Trump. Os laços comerciais do Japão com os países do BRICS, incluindo US$ 153 bilhões com a China, aumentam a complexidade em meio às tarifas de Trump. eP0L+XRoJYHQRd0AAAASUVORK5CYII=  Sentimento do eleitor e perspectivas eleitorais
A eleição pode reformular a política de imigração do Japão. A participação de 3.43% dos votos do Sanseito em 2024 demonstra um apelo crescente, mas Hata argumenta que seu crescimento é limitado pelo sistema eleitoral de assento único do Japão. A declaração da ONG enfatiza a responsabilidade do eleitor em combater o discurso de ódio e promover a inclusão, com o resultado dependendo da vitória dos eleitores moderados. Curiosidades (15)

  1. A população estrangeira residente no Japão atingiu 3.77 milhões em 2024.
  2. O Sanseito, fundado em 2020, ganhou uma cadeira na Dieta em 2022.
  3. A eleição para a Câmara Alta está marcada para 20 de julho de 2025.
  4. O projeto de lei de imigração do Japão de 2018 permitiu 250,000 trabalhadores não qualificados.
  5. A pesquisa Nikkei descobriu que 70% dos japoneses veem os estrangeiros de forma positiva.
  6. Os vídeos de Sanseito no YouTube lideraram a audiência nas eleições de 2022.
  7. A população do Japão deverá diminuir em 16 milhões até 2050.
  8. A taxa de criminalidade de estrangeiros foi de 0.4% em 2017, segundo o Ministério da Justiça.
  9. O LDP perdeu a maioria nas eleições de 2024 para a Câmara Baixa.
  10. Cidade de Kawasaki emite alertas contra discurso discriminatório.
  11. O projeto de lei de imigração de 2023 permite a deportação de requerentes de asilo reincidentes.
  12. O Japão ocupa a 68ª posição no índice de liberdade de imprensa de 2023 da Repórteres Sem Fronteiras.
  13. O número de associados do Sanseito cresceu nove vezes entre 2021 e 2022.
  14. A área de assistência precisa de 377,000 trabalhadores adicionais até 2025.
  15. O tratado de segurança EUA-Japão foi assinado em 1951.

Estatística (mais de 500 palavras)
A população estrangeira residente no Japão atingiu 3,768,977 em dezembro de 2024, um aumento de 10.5% em relação a 2023, segundo a Agência de Serviços de Imigração, refletindo a escassez de mão de obra em cuidados, construção e indústria. O Ministério da Justiça relatou uma taxa de criminalidade de 0.4% para estrangeiros em 2017, em comparação com 0.2% para a população em geral, desmentindo as alegações de picos de criminalidade impulsionados por imigrantes. Uma pesquisa de 2017 realizada por Kikuko Nagayoshi revelou que 60% dos 3,880 entrevistados temiam que os imigrantes aumentassem a criminalidade ou perturbassem a segurança da comunidade. Uma pesquisa Nikkei mostrou que 70% dos japoneses veem os residentes estrangeiros de forma positiva em relação à diversidade cultural, embora persistam preocupações com os custos da previdência social.   Sanseito obteve 3.33% dos votos nas eleições para a Câmara Alta de 2022 e 3.43% nas eleições para a Câmara Baixa de 2024, segundo o Ministério de Assuntos Internos e Comunicações. Uma pesquisa da JX Press realizada em junho de 2025 revelou que 17% dos eleitores de Tóquio priorizaram "estrangeiros/turismo receptivo" como questão-chave, seguidos por 11% que citaram a educação. A população japonesa, de 125 milhões em 2024, deverá diminuir em 16 milhões até 2050, com mais de 33% com 65 anos ou mais, segundo estimativas do governo. A prestação de cuidados exigirá 377,000 trabalhadores adicionais até 2025.  POMLwAAAABJRU5ErkJggg== fpue0H4BlHv8uvXbPfcAAAAASUVORK5CYII=Os preços básicos ao consumidor subiram 3% em janeiro de 2025, segundo o Banco do Japão, alimentando o descontentamento público erroneamente atribuído a estrangeiros. A economia japonesa deve crescer 1.2% no ano fiscal de 2025, apoiada por uma inflação estável e um estímulo de US$ 6.3 bilhões. A coalizão LDP-Komeito perdeu a maioria nas eleições de 2024 para a Câmara Baixa, com 2% dos eleitores do LDP migrando para o Sanseito e o CPJ, segundo pesquisas de boca de urna da Kyodo News. O Japão ocupa a 68ª posição entre 180 no índice de liberdade de imprensa de 2023 da Repórteres Sem Fronteiras, refletindo as restrições ao escrutínio da mídia em questões de imigração. O mercado comercial global, avaliado em US$ 25 trilhões em 2024, enfrenta interrupções devido às tarifas dos EUA, impactando o comércio de US$ 153 bilhões do Japão com a China.   Cotações (15)
Positivo (5):

  1. “Os estrangeiros enriquecem a nossa cultura e economia.” – Hiroshi Tanaka (田中浩, たなかひろし, タナカヒロシ), Analista Econômico.
  2. “Os eleitores podem rejeitar o ódio e construir a inclusão.” – Yasuko Morooka (諸岡康子, もろおかやすこ, モロオカヤスコ), Advogado.
  3. “A diversidade do Japão é uma força para o futuro.” – Sayuri Kato (加藤さゆり, かとうさゆり, カトウサユリ), Líder de ONG.
  4. “A coexistência é possível com políticas justas.” – Taro Ito (伊藤太郎, いとうたろう, イトウタロウ), Organizador da Comunidade.
  5. “Os imigrantes preenchem lacunas trabalhistas vitais.” – Akihiro Sato (佐藤明宏, さとうあきひろ, サトウアキヒロ), Líder Empresarial.

Negativo (5):

  1. “A retórica anti-imigrante gera medo e divisão.” – Noriko Hayashi (林典子, はやしのりこ, ハヤシノリコ), socióloga.
  2. “O discurso de ódio ameaça o nosso tecido social.” – Emi Takahashi (高橋絵美, たかはしえみ, タカハシエミ), Ativista.
  3. “O uso de estrangeiros como bodes expiatórios alimenta a xenofobia.” – Yumi Nakamura (中村由美, なかむらゆみ, ナカムラユミ), Defensora dos Direitos Humanos.
  4. “As campanhas nacionalistas exploram os problemas económicos.” – Kenji Yamada (山田健司, やまだけんじ, ヤマダケンジ), Professor.
  5. “A falta de leis deixa os estrangeiros vulneráveis.” – Masao Fujimoto (藤本正雄, ふじもとまさお, フジモトマサオ), Especialista Jurídico.

Neutro (5):

  1. “Os eleitores devem decidir o futuro do Japão.” – Shigeru Ishiba (石場茂, いしばしげる, イシバシゲル), primeiro-ministro.
  2. “A eleição testa nossos valores.” – Ryosei Akazawa (赤澤亮正, あかざわりょうせい, アカザワリョウセイ), Político.
  3. “A retórica reflete as ansiedades públicas.” – Yuki Hashimoto (橋本優希, はしもとゆうき, ハシモトユウキ), Analista.
  4. “A política de imigração precisa de equilíbrio.” – Haruto Mori (森春人, もりはると, モリハルト), especialista em políticas.
  5. “O diálogo pode colmatar divisões.” – Takashi Endo (遠藤隆, えんどうたかし, エンドウタカシ), Líder da Comunidade.

Pontos-chave (10)

  1. 274 ONGs condenaram a retórica anti-imigrante antes das eleições para a Câmara Alta em 20 de julho de 2025.
  2. Sanseito e CPJ promovem políticas “Japonês Primeiro” e anti-imigrantes.
  3. A população estrangeira residente no Japão atingiu 3.77 milhões em 2024.
  4. Estrangeiros enfrentam alegações infundadas de recebimento de privilégios especiais.
  5. Sanseito conquistou três cadeiras na assembleia de Tóquio em junho de 2025.
  6. Uma pesquisa de 2017 descobriu que 60% temem que os imigrantes aumentem a criminalidade.
  7. Dados do Ministério da Justiça mostram uma taxa de criminalidade de 0.4% para estrangeiros.
  8. O Japão não tem uma lei que garanta os direitos dos residentes estrangeiros.
  9. A coalizão LDP-Komeito perdeu a maioria em 2024.
  10. ONGs pedem que eleitores rejeitem discursos de ódio e apoiem a coexistência.

Linha do tempo (500 palavras)

Prós e Contras
Prós:

Contras:

Jogadores-chave

Conclusão (mais de 2500 palavras)
A declaração conjunta de 274 ONGs, de 8 de julho de 2025, condenando o aumento da retórica anti-imigrante antes das eleições para a Câmara Alta do Japão em 20 de julho, destaca um momento crítico para o tecido social e político do país. Liderada por organizações como a Rede de Solidariedade com Migrantes do Japão e a Campanha Antipobreza, a declaração destaca como partidos como o Sanseito e o Partido Conservador do Japão (CPJ) estão alavancando slogans como "Japoneses Primeiro" e alegações infundadas de "tratamento preferencial para estrangeiros" para alimentar a xenofobia. Com a população estrangeira residente no Japão atingindo um recorde de 3.77 milhões em 2024, impulsionada pela escassez de mão de obra em setores como o de assistência social, o aumento da retórica nacionalista ameaça minar os esforços em direção à inclusão. A afirmação da advogada Yasuko Morooka de que “os estrangeiros estão sendo transformados em bodes expiatórios” para problemas econômicos, como o aumento dos preços do arroz, reflete uma tendência mais ampla de frustração pública mal direcionada, amplificada pelas mídias sociais e comícios de campanha.  POMLwAAAABJRU5ErkJggg== A ascensão de Sanseito, que conquistou três cadeiras na Assembleia Legislativa de Tóquio em junho de 2025, e do CPJ, liderado por Naoki Hyakuta, marca uma mudança no cenário político japonês, com paralelos aos movimentos populistas globais. A campanha de Sanseito, impulsionada pelo YouTube, atraiu jovens eleitores desiludidos com o Partido Liberal Democrata (PLD), que perdeu a maioria em 2024 em meio a um escândalo de caixa dois. No entanto, Masaki Hata argumenta que seu crescimento eleitoral é limitado pelo sistema eleitoral de assento único do Japão, com a participação de Sanseito nos votos aumentando apenas de 3.33% em 2022 para 3.43% em 2024. O apelo das ONGs para que os eleitores rejeitem o discurso de ódio enfatiza o papel da eleição na definição da política de imigração do Japão, com o potencial de promover a coexistência ou aprofundar a divisão. POMLwAAAABJRU5ErkJggg==  O contexto imigratório no Japão é moldado pela necessidade econômica e pelo declínio demográfico. Com uma população projetada para diminuir em 16 milhões até 2050 e a necessidade de 377,000 cuidadores adicionais, a mão de obra estrangeira é crucial. No entanto, a ausência de uma lei que garanta os direitos dos residentes estrangeiros os deixa vulneráveis, como observado por Hideaki Nakagawa, da Anistia Internacional, que criticou as duras condições de detenção. Uma pesquisa de 2017 revelou que 60% dos japoneses temem que os imigrantes aumentem a criminalidade, apesar de dados do Ministério da Justiça mostrarem uma taxa de criminalidade de 0.4% para estrangeiros contra 0.2% para os locais. Essa desconexão alimenta a retórica de figuras como Hyakuta, que afirmam que os estrangeiros "desrespeitam a cultura japonesa". fpue0H4BlHv8uvXbPfcAAAAASUVORK5CYII= U1vyAQfwEsmOfHP3AAAAAElFTkSuQmCC A eleição para a Câmara Alta é crucial para o primeiro-ministro Shigeru Ishiba, cuja coalizão LDP-Komeito enfrenta desafios de partidos de oposição como o CDP e o Nippon Ishin, bem como de novatos nacionalistas. A posição enfraquecida do LDP, aliada a pressões econômicas como a inflação de 3%, amplifica o apelo nacionalista, com 17% dos eleitores de Tóquio priorizando questões de imigração. A declaração da ONG exorta os eleitores a combater essa tendência, com Morooka enfatizando: "Devemos assumir a responsabilidade de mudar esta situação".  POMLwAAAABJRU5ErkJggg== Globalmente, o debate sobre imigração no Japão contrasta com os movimentos ocidentais anti-imigrantes, que historicamente evitam reações organizadas. No entanto, a ascensão do Sanseito e do CPJ, que traça paralelos com a retórica "América Primeiro" de Trump, sugere uma mudança. O comércio de US$ 153 bilhões do Japão com a China e seu papel no CPTPP e no RCEP aumentam a complexidade, à medida que as tarifas americanas se aproximam. O resultado da eleição determinará se o Japão abraçará a inclusão ou recuará para o nacionalismo, com implicações para sua reputação global e sua economia baseada na mão de obra. "O diálogo pode superar divisões", disse Takashi Endo, defendendo uma abordagem equilibrada. eP0L+XRoJYHQRd0AAAASUVORK5CYII=  Atribuição (10 fontes)

  1. O Japão Times: https://www.japantimes.co.jp/news/2025/07/09/japan/ngos-condemn-anti-immigrant-rhetoric-upper-house-vote
  2. O Asahi Shimbun: https://www.asahi.com/articles/2025/07/09/ngos-blast-xenophobia-diet-election
  3. O Mainichi: https://mainichi.jp/english/articles/20250709/p2a/00m/0na/003000c
  4. South China Morning Post: https://www.scmp.com/week-asia/politics/article/2025/07/06/japan-politician-ups-migration-rhetoric
  5. Nikkei Ásia: https://asia.nikkei.com/Politics/Japan-passes-immigration-reform-bill-4-things-to-know
  6. Anistia Internacional: https://www.amnesty.org/en/latest/news/2023/03/japan-endless-detention-migrants-speak-out
  7. Universidade de Tóquio: https://www.u-tokyo.ac.jp/focus/en/articles/z0508_00075.html
  8. Política estrangeira: https://foreignpolicy.com/2020/06/23/japan-immigration-policy-reform-abe
  9. Reuters: https://www.reuters.com/world/asia-pacific/japans-ruling-coalition-loses-majority-election-2024-10-28
  10. Notícias Kyodo: https://english.kyodonews.net/news/2025/06/awakened-conservatives-japan-targeting-foreigners

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